domingo, 3 de março de 2013

Nova visita ao National Gallery e mais ruas de Londres

  No sábado acordamos e fomos direto para o National Gallery. Lá aproveitamos o ótimo áudio guia, um dos melhores que já usamos e vale a pena pagar por ele($3,5). Depois fomos dar uma volta em Chinatown, que é bem pertinho do National Gallery. Ver um pedacinho da China em Londres.    
  Andamos por  Chinatown até chegar no Piccadilly Circus, praticamente todas as noites terminamos por lá, é como Times Square em New York. No caminho de volta para o hotel pela super movimentada e cheia de lojas famosas da Regent Street,  vimos o maior aguaceiro  achamos que algum cano tinha estourado. Deve ter sido um grande problema para a cidade por que pela Regent Street passam um enorme quantidade de linha de ônibus e é uma das ruas mais caras de Londres.


Leões da National Gallery

Fonte em frente à National Gallery




National Gallery





Chinatown

Lotus numa das vitrines de loja da Regent St


Aguaceiro da Regent St.





sábado, 2 de março de 2013

Eu, Dalì e Marina - O Sonho e a Dança



Hoje fui ver Dalì. Quem já chegou mais perto de mim sabe que gosto muito de suas obras e que e o quanto ele me provoca admiração. A gente já se encontrou em Nova Iorque, Londres, Madri, Barcelona e, numa das minhas pernadas pelo mundo peguei um trem e fui parar em Figueres - na Catalunha, seu lugar de nascimento, sua casa e Teatro-Museu Gala Salvador Dalì. Um dia desses irei parar em St Petesburg, na Flórida, para ver uma outra coleção imensa lá no Museu Dalì. A intenção é sempre chegar mais perto do pintor, desenhista, fotógrafo e escultor que eu humildemente chamo de "a mente brilhante da  arte em todos os tempos".

Sempre que a gente se encontra aumenta o meu fascínio e diante dele eu renovo, com toda a intensidade possível, a minha capacidade de encantamento. Suas obras, especialmente da fase "surrealista", me enchem olhos e a mente. E quando acaba a visita, o tour-museu, e a gente diz até breve um pro outro, eu saio pensando... pensando... horas... horas... impregnado de tanto talento, tanta imaginação, tanta beleza plástica.

Relógios distorcidos que parecem brincar com o tempo; imagens bizarras-tipo-pesadelo, como nos sonhos; corpos nus bi-tripartidos; unicórnios e notas musicais; insetos e gavetas; elefantes e asas; borboletas e notas musicais; cabeças de cobra e boca Mae West; caramujos e pêndulos e baratas e ossos e cobras e borboletas e caramujos e relógios... pendentes... em preto e branco... coloridos... tudo ideiamente extravagante!

Na minha visita de hoje, além das obras pra ver encontrei também alguns escritos. Talvez os escritos-segredos-escritos que ele tenha guardado nas tantas gavetas-sonhos-arquétipos que abundam nas suas elucubrações. Eles estavam postos nas paredes e o Museu diz serem de autoria de Salvador Dalì. Não fiz pesquisa, não atesto esta afirmação, mas destaquei três delas que me chamaram a atenção-identificação-aquele negócio tipo "tem a ver comigo". 

Ei-las:
"cada manha em que acordo eu vivo, de novo, o supremo prazer de ser Salvador Dalì";
"o artista não é alguém inspirado; é alguém que causa inspiração nos outros";
"não tema a perfeição; você nunca conseguirá".

Para justificar a escolha (havia muitas outras) é fato que nós, ele que tomava antidepressivos e eu que ando de valeriana, temos estas variações. Há dias em que o maior prazer é ser eu mesmo, assim como e do jeito que sou; há outros dias em que, se pudesse, mudaria tudo, porque deu tudo errado. E estas variações, no entanto, não variam apenas de um dia pro outro; podem variar, também, de um minuto pra outro. Para suportar esta gangorra, geralmente é preciso chorar. E é tanto que, no meu caso, chorar é quase ritual religioso, é de todo dia e por isso eu sempre misturo com chORAR. Por sorte, sorrir  também faz parte deste ritual, equação-equilíbrio da sanidade. A intensidade de ambos? depende da dose de valeriana, como falei. Como falei e como chorei e como orei e como sorri. É assim!

Se é artista quem causa inspiração nos outros, ei-lo totalmente artista. Quando o vejo me bate a vontade de sair a desenhar os meus desenhos malucos, agora denominados  nonsense*. Putz... como gostei! Ai, no final da tarde, ainda Dalìnizado e Dalìnizando, peguei o meu canson-espiralizado e desenhei o desenho abaixo (a primeira vez que exponho assim, de peito aberto e boca exposta e meio roxo de vergonha). Como ele disse que "perfeição eu não vou conseguir", aí vai a obra-de-arte-nonsense-que-eu-chamo-de-tudo-maluco!

...
Para terminar, deixem-me dizer que eu hoje acordei e, enquanto esperava as coisas também acordarem, lembrei de um sonho bom e de uma música cantada por Marina Lima (Eu não Sei Dançar). O que sonhar, acordar e dançar têm a ver com o texto a respeito de Salvador Dalì? Sei lá! Isso fica por sua conta. É que eu estou fazendo um doutorado em lógica transcendental (risos) e de repente fiquei assim, totalmente sem lógica. 
Encontrem o elo!
Ajudem-me!

Não tenho a letra aqui, vou recitar uns pedacinhos que eu sei de cor:
Às vezes eu quero chorar, mas o dia nasce e eu esqueço...
Às vezes eu quero demais, mas eu nunca sei se eu mereço...
...meus olhos se escondem onde explodem paixões...
...e tudo o que eu posso te dar é solidão com vista pro mar e muita coisa pra lembrar...
...se você quiser, eu posso tentar...
Mas eu não sei dançar tão devagar pra te acompanhar, pra te acompanhar.





"nonsense-maluco"



* classificação dada por Luísa Silvana, alguém de quem gosto muito. Ela não gosta do seu nome dito assim; prefere ser Luísa Sousa. Mas eu acho que Luísa Silvana tem mais personalidade, grita mais alto e mais forte e por isso, com desculpas, prefiro usar.

Londres, tempo bom. Vamos gastar sola de sapato!

Aqui em Londres o clima esta ótimo  e pela primeira vez nessa viagem pudemos fazer o que mas gostamos. Andar a pé , e hoje tiramos o atraso
 Fomos primeiro ao British Museum. Este museu é um dos melhores do mundo, tem uma super coleção de múmias, e para melhorar, desta vez tinha até uma supertela sensível ao toque que permitia examinar uma das múmias por dentro e por fora, vejam o vídeo a baixo. O museu também possui a Pedra de Roseta, e com o conteúdo desta pedra, foi possível decifrar os hieróglifos egípcios.
  Bom, como era sexta feira e os museus fecharíam por volta das 21:00h, resolvemos ir para a National Portrait Gallery, lá encontramos uma exposição de retratos de Man Ray, realmente um mestre da fotografia. Ele andava com uma galera muito louca, os surrealistas  e era amigo de Salvador Dali e Picasso, só 'gente fraca'. Depois de conferir a exibição de Man Ray, ainda deu tempo para dar uma passadinha na National Gallery, e preparar o que iríamos ver com mais detalhes no dia seguinte. Saímos da National Gallery perto das 21:00 e, como dava para ver o Big Ben das escadarias da  National Gallery, resolvemos caminhar até ele (15 min +-). Vimos o famoso relógio e o London Eye, lindo e todo iluminado.
  E para finalizar nossa jornada, fomos para o hotel a pé. Com um clima bom não podíamos dispensar ver a rua até lá, e tinha muitas coisas acontecendo pois era sexta feira e as ruas estavam lotadas.  
  Matamos  a vontade de gastar sola de sapato.
 British Museum

Pátio interno do British Museum

Múmia achada no deserto. A conservação do corpo ocorreu por causa das condições ambientais 

Tela sensível ao toque, veja o vídeo a baixo.


Peça de arte egípcia.


A Pedra de Roseta. Mais detalhes no link: http://pessoas.hsw.uol.com.br/pedra-de-roseta.htm




Um lanchinho no caminho para a  National Portrait Gallery.

Sofrimento.


Um pedacinho de Chinatown

As ruas de Londres. Uma cidade praticamente fantasma.

National Gallery

Nem precisa de legenda.



London Eye, uma das melhores vistas da cidade.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Para Começar Bem o Dia

  Nem ia escrever hoje. Mas vi esse vídeo e lembrei o motivo pelo qual aceitei fazer este blog. o motivo é partilhar a alegria que temos de viajar, as experiências boas e algumas trapalhadas.
  Assista o vídeo abaixo:
http://terratv.terra.com.br/videos/Diversao/Hits-da-Web/4184-459511/Orquestra-faz-flash-mob-emocionante-em-estacao.htm
  Eu não estava lá, mas gostaria muito.
  Este é motivo de tudo. Arraquei um sorriso seu? Então, já valeu o dia, o blog.
  Vou começar o meu dia, vou passear, beijão e 'inté'.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Sckyfall

  Começamos o dia cheios de esperanças. A primeira morreu ao sairmos do hotel pra tomar café da manhã. Muito frio. Sei que você tá de saco cheio de ouvir isso, mas é um frio que dói nas mãos, no rosto e não te deixa andar muito. Você simplesmente não consegue. Daí a nossa reclamação chata.
  Bem, depois o dia foi ficando estranho, cada vez mais estranho até parecer bizaro. Bizarro, bizarro.
  Fomos atrás de um 'cuvico' que achamos e que vendia uma das melhores panquecas que já comemos. Um barzinho pequeno, somente com quatro cadeiras pra sentar, porém tão bom que mereceu recomendação de um guia de viagens muito importante. Era pra começar o dia bem. O lugar estava fechado.
  Resignados, fomos então a uma patisseria em que comemos noutro dia e que tinha ótimas guloseimas. Fechada.
  Então, não era pra ser. Afinal, muitos lugares estavam fechados. Não entendi. Pedro não entendeu. Segue a vida.
  Restou-nos o M grande amarelo, afinal a fome estava roendo a barriga e já havíamos andado um tanto.
  Aêêêêê!!! O M tem de 'brequifesti' panquecas com 'trucentos' acompanhamentos!!!!! Paris, amiga dos bem alimentados!!!! Pedimos.
  Você leu o começo. Estranho, dia estranho. Veio a menina e nos avisou com a cara tão amarela quanto o logotipo da lanchonete que eles NÃO tinham mais panquecas. Paris sem panquecas é o mesmo que Brasil sem feijoada. Comemos sandubão.
  Enfrentando a dor do frio, fomos então ver o Moulin Rouge. Bonitinho. Nem me lembrei da Nicole, faltou glamour, mas valeu.
  Fomos então ver a grande dama, a Torre Eiffel. Linda, linda, linda e gelada.
  Almoçamos aos seus pés pra animar o dia e, pasmem, no restaurante tinha cardápio em português. Ah, sem panquecas...
  Fomos para a Rue du Bac. Chiquérrima. Muitas vitrines lindas e CARAS, tão caras que acho que perdi alguns dígitos na conta só de olhar. Mulheres riquíssimas, com casacos de pele, estolas, bolsas que valem carros esbarravam em nós com aquela cara "o mundo fede", mas seguimos admirando a rua, vitrines e coisas.
  Terminamos o dia na "Xãs do Liseu", onde se gasta dinheiro 'facinho, facinho', mas é massa!!! Tomamos sorvete acompanhado da bendita panqueca que haviam nos negado até o momento. Massa. Voltamos então para o hotel.
  Exausta, preparando as malas para ir pra Londres no dia seguinte, falava com minha mãezinha. Ela tem um marca-passo e é tão ansiosa quanto eu. Porque digo isso? Bem, neste momento, Pedro fala quase gritando:"O hotel pegou fogo!!!! Acabei de receber um email dizendo que o hotel que reservamos em Londres PEGOU FOGO!!!FUD...!!!!!".
  Fiz um gesto de 'calma' pro pobre, terminei a conversa com a mami como se nada houvesse ocorrido e, ao desligar, com o coração na língua, as mãos tremendo, pergunto: "Como é que é????"
  Ligamos pro Booking e, depois de muita negociação conseguimos um hotel com os mesmos serviços que o outro, sob a promessa de estorno do adicional a ser pago.  Na verdade, nem vi direito a localização, somente queria ter o conforto dum hotel no centro, com banheiro privativo, elevador(vai subir mala de escadas...) e cozinha completa, afinal, Londres é cara pra dedéu e fazer seu próprio café da manhã economiza pacas. Conseguimos.
  Então, cá estamos em Londres. Cidade MARAVILHOSA, fervilhante. Clima, acreditem, maravilhoso, frio na medida. Fomos andar e andamos muito.
  O aparthotel fica à poucas ruas de Piccadilly Circus, donde tudo gira em torno.
  Fomos à MM's e, ao sair, havia uma festança montada, uma pré-estreia do filme 'The Great Oz...". Chic, com tapete amarelo e tudo mais. Atores famosos passaram bem na minha frente, povo londrino contido, não pulava a barreira, apenas gritava os nomes dos atores pra receber em troca autógrafos e fotos. Como diz um quase-irmão: Show de bola!!!!!
  Bateu fome, sessão de fotos acabada, jantamos num restaurante perto da farra e, ao olhar pela janela, percebo um movimento estranho de um rapaz. Ele parecia estar posando. Sim, posando. Caras e bocas, olhar pensativo, caminhava, parecia estar falando sozinho...Bichinho, tão bonitinho, andando sozinho nesse beco...Mas àquela cara não me era estranha... então percebo mais. Um rapaz com uma câmera filmadora apareceu e uma garota segurando a iluminação também. Era uma filmagem! E somente eu e Pedro vimos.
  O céu caiu, mas a gente se levantou. E bem!!! Londres, aí vamos nós!!!!!!!!!!!




Estação St. Pancras, onde chagamos com o Eurostar












Premier do filme 'Oz The Great and Powerful' 
Uma das atrizes Michelle Williams

Outro do cast 




O ator principal, James Franco, faz o papel do mágico de Oz

O diretor do filme Sam Raimi









A atriz Mila Kunis só deu para pegar de relance, vida de paparazzo não é mole não.

Olha outro pedacinho de Mila Kunis e uma multidão de fãs

Esse cara ai agente viu depois, quando estavamos jantando, ele era o ator de uma filmagem, estamos achando que é um tal de Benno Fürmann, que fez o filme Devorador de Pecados. 


Piccadilly Circus no fim do dia